Pelo menos 24 pessoas morreram neste domingo (24) após um ataque com bomba contra um trem que transportava militares na província do Baluchistão, no sudoeste do Pakistan. A informação foi confirmada por autoridades locais à AFP.
O atentado aconteceu em Quetta, capital da província, uma das regiões mais instáveis do país e palco frequente de ações separatistas. O grupo Baloch Liberation Army (BLA) assumiu a autoria do ataque.
Segundo autoridades paquistanesas, entre os mortos estão soldados. Mais de 50 pessoas ficaram feridas.
Imagens registradas no local mostram um dos vagões destruído e tombado ao lado da linha férrea. Equipes de resgate e militares armados atuaram na retirada de vítimas e na busca por sobreviventes.
Testemunhas relataram momentos de pânico após a explosão. “Quando ouvi o estrondo, pensei imediatamente que fosse um ataque. Ao sair, vi destruição por todos os lados e meu carro completamente destruído”, afirmou Mujib Ahmad à AFP.
De acordo com fontes oficiais, o trem seguia de Quetta para Peshawar, no noroeste do país, transportando militares e familiares. Investigadores afirmam que um carro carregado com explosivos atingiu um dos vagões, provocando uma forte explosão. A polícia estima que o artefato utilizado tinha cerca de 35 quilos de explosivos.
Outro representante das autoridades informou que muitos militares viajavam para celebrar o Eid al-Adha, um dos principais feriados do calendário islâmico, previsto para começar na terça-feira.
O Baloch Liberation Army é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e tem ampliado ataques contra forças de segurança, prédios públicos e trabalhadores ligados a empresas estrangeiras na região.
Após o atentado, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou o episódio e afirmou que “atos covardes de terrorismo não irão enfraquecer a determinação do povo paquistanês”.
O Baluchistão é a maior e mais pobre província do país. Grupos separatistas acusam o governo do Paquistão de explorar os recursos minerais e reservas de gás natural da região sem beneficiar a população local.
*Com AFP News





