Ataque à Venezuela redefine ordem energética mundial, diz especialista
Para o economista Adriano Pires, ação norte-americana pode levar a um "xeque-mate" na disputa pelo controle da energia global
O ataque dos Estados Unidos à tem o potencial de redefinir a ordem energética mundial. Essa é a avaliação do economista Adriano Pires, especialista no setor de energia e infraestrutura, sobre o impacto da ação norte-americana no comércio internacional da commodity. A investida contra o país latino-americano foi anunciada neste sábado (3/1) pelo presidente .
“Não achei que Trump, fosse chegar a esse ponto”, diz Pires. “Mas, a ação de hoje redefine a ordem energética mundial.”
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A tese do economista sustenta-se na possibilidade de, a partir de agora, os Estados Unidos controlarem as maiores reservas de petróleo do mundo, que estão na Venezuela. “Isso é quase um xeque-mate na China, só não sei ao certo se também na (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).”
Efeito no Brasil
Para Pires, apesar das dúvidas sobre como fica o novo xadrez da distribuição do mercado produtor de petróleo, o ataque à Venezuela traz uma certeza: “O Brasil, mais uma vez, vai acabar mal”, afirma “Nossa relutância na exploração da Margem Equatorial vai aparecer agora como consequência real, vai ter um custo, que será a concorrência da Venezuela, que certamente vai abrir o seu mercado ao capital estrangeiro.”
O economista observa que os investimentos que poderiam vir para o Brasil, poderão contar com a Venezuela, cuja viabilidade da exploração da commodity está provada em grande parte dos casos. “Está dando pinta de termos perdido o bonde mais uma vez”, diz. “Só que agora com um barril de US$ 55 ou menos.”
Por: Metrópoles





