O mercado musical brasileiro alcançou um marco histórico em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Spotify no relatório anual Loud & Clear, artistas brasileiros geraram cerca de R$ 2 bilhões na plataforma ao longo do último ano, um crescimento de 24% em relação a 2024.
O levantamento também destaca outro feito inédito: pela primeira vez, o Brasil entrou para o ranking dos oito maiores mercados musicais do mundo, segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).
O avanço do país está diretamente ligado ao crescimento do streaming. Atualmente, o formato representa 87% de toda a receita da música gravada no Brasil, consolidando-se como principal motor da indústria fonográfica nacional.
No Spotify, o impacto da produção nacional também aparece no consumo dos usuários. Em 2025, 84% das músicas presentes no Top 50 diário do Spotify Brasil foram de artistas brasileiros, um dos maiores índices de representatividade local entre os mercados analisados pela plataforma.
Outro dado destacado pelo relatório é o fortalecimento da carreira de artistas independentes. Segundo o Spotify, o número de músicos brasileiros que geraram mais de R$ 1 milhão na plataforma dobrou nos últimos três anos.
Já os artistas que ultrapassaram a marca de R$ 5 milhões em royalties quase triplicaram desde 2022, passando de pouco mais de 15 para mais de 40 nomes em 2025.
Além disso, os artistas brasileiros somaram quase 340 bilhões de reproduções na plataforma e acumularam cerca de 17,6 bilhões de horas ouvidas ao longo do ano.
Carolina Alzuguir, Head de Música do Spotify Brasil, destacou o impacto de iniciativas voltadas à descoberta de novos talentos, como o programa RADAR, que impulsionou nomes como o rapper Veigh.
“Veigh foi selecionado para o programa em 2022, quando tinha pouco mais de 400 mil ouvintes mensais. Hoje, já são mais de 7,8 milhões. A aposta foi feita antes de o mercado decidir. O resultado veio depois”, afirmou a executiva.





