A Caixa Econômica Federal pediu mais prazo ao Corinthians para definir o valor de mercado dos naming rights da Neo Química Arena. A avaliação é considerada necessária para que o banco e o clube possam projetar diferentes cenários financeiros relacionados ao contrato atual do estádio.
Segundo a rádio Itatiaia, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, reuniu-se na 2ª feira (9.mar.2026) com representantes da Caixa para tratar do tema. O prazo inicial estabelecido pelo banco para a realização do valuation (estimativa de valor) do estádio havia expirado.
A instituição financeira solicitou a ampliação do prazo por causa de procedimentos internos, como a aprovação da empresa responsável por elaborar o estudo.
O contrato atual de naming rights foi firmado em 2020 com a Hypera Pharma, dona da marca Neo Química. O acordo estabelece pagamento de R$ 300 milhões ao Corinthians ao longo de 20 anos, cerca de R$ 15 milhões por ano, com correção pelo IGP-M.
Desde que assumiu a presidência do clube, em maio de 2025, Stabile afirma que pretende renegociar os termos do contrato. O dirigente avalia que os valores estão defasados em relação ao mercado. Desde setembro de 2025, a multa para rescisão do acordo é estimada em cerca de R$ 50 milhões.
Uma das alternativas em análise pelo Corinthians é utilizar uma eventual venda dos naming rights por valores maiores para ajudar a quitar a dívida do estádio com a Caixa, estimada em aproximadamente R$ 660 milhões.
As negociações, no entanto, só devem avançar depois da conclusão do valuation da arena.





