• Terça-feira, 14 de abril de 2026

Após ser criticado por Trump, Leão XIV faz homenagem a santo que condenou guerras

Leão fará uma viagem de 10 dias por quatro países africanos; nesse momento, ele está na Argélia

Após ser atacado publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o papa Leão XIV viajou nesta terça-feira (14) ao local de nascimento de Santo Agostinho de Hipona, na Argélia.

O pontífice, segundo a Reteurs, fez homenagem ao Santo e destacou uma conexão pessoal com a figura católica, que propôs critérios para avaliar se guerras poderiam ser consideradas justas.

Morto no ano 430, Agostinho afirmou que guerras só deveriam ser travadas para se defender de agressões ou proteger inocentes, sempre com a intenção de restaurar um estado de paz e nunca por desejo de crueldade.

Leão fará uma viagem de 10 dias por quatro países africanos. A jornalistas, ele disse que quer continuar criticando a guerra.

Papa Leão XIV tem um posicionamento firme contra as guerras. Nos últimos dias, ele tem criticado os conflitos e apelado pela paz no mundo. Essas críticas fizeram com que o presidente dos EUA, Donald Trump, ficasse irritado.

No domingo (12), Trump publicou uma longa mensagem no Truth Social criticando Leão XIV. Ele afirmou que o pontífice é "fraco" e que só foi escolhido porque era americano e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Trump". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", afirmou o presidente.

Mais tarde, ele disse a repórteres que não tem que se desculpar com o pontífice.

"O papa Leão disse coisas incorretas. Ele foi muito contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode ter um Irã nuclear", disse Trump, acrescentando que o papa é "muito fraco em relação ao crime e outras coisas".

Na manhã dessa segunda-feira (13), papa Leão XIV afirmou a jornalistas que não tem a intenção de entrar em um debate com Trump.

"Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz", disse ele, ao embarcar de Roma para a Argélia.

"Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer", completou.

Nos últimos dias, o papa tem feito apelos pela paz no mundo. Ele afirmou que é necessária fé "para enfrentar juntos, como humanidade e com humanidade, esta hora dramática da história".

Por: Redação

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