• Segunda-feira, 30 de março de 2026

Após defender fim da polarização, Caiado propõe anistia ampla e irrestrita

Pré-candidato do PSD diz que pretende “pacificar” o país com anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e a Jair Bolsonaro. Leia no Poder360

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, se eleito, pretende adotar como 1º ato uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe. A declaração foi feita depois de defender o fim da polarização.

A polarização pode ser desativada por quem não faz parte dela, e é o que pretendo fazer. Meu 1º ato será uma anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com maestria, para pacificar o Brasil”, declarou.

Ele disse que a medida incluiria o ex-presidente e outros investigados pelos atos de 8 de Janeiro.

Segundo Caiado, a iniciativa teria como objetivo “pacificar o Brasil” e encerrar o que classificou como um ciclo de polarização política no país. “O Brasil não suporta mais esse cenário. A polarização não é um traço da política nacional, mas um projeto sustentado por quem se beneficia dela”, afirmou.

Ao defender o fim da polarização, disse não fazer parte de nenhum dos polos políticos atuais e que, por isso, teria condições de liderar um processo de pacificação. Declarou ainda que sua trajetória política foi marcada pela coerência. “Nunca traí minhas convicções nem optei pela facilidade do cargo”, afirmou. Caiado disse seguir uma “via independente”, e não uma 3ª via.

Durante o discurso, o pré-candidato também destacou sua experiência administrativa e afirmou que pretende levar ao plano nacional políticas adotadas em Goiás, como investimentos em terras-raras, tecnologia, segurança pública e gestão baseada em resultados.

Caiado foi escolhido pelo PSD depois de disputa interna com os governadores Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS). Agradeceu aos correligionários e disse que o partido chega à pré-campanha com um nome “preparado para enfrentar os desafios do país”.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), criticou nesta 2ª feira (30.mar.2026) a decisão do partido de escolher Caiado como pré-candidato à Presidência. Segundo ele, a definição tende a manter um “ambiente de polarização radicalizada” no país.

O Brasil está cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre extremos. Ao contrário, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.

Leite disse que, embora a escolha não o contemple, não pretende contestar a decisão da sigla. Afirmou, no entanto, que mantém suas convicções e defendeu a construção de uma alternativa de centro no cenário político nacional.

Por: Poder360

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