A Rússia implementou bloqueios de internet em Moscou, capital do país, e em São Petersburgo há cerca de uma semana e causam temores de censura, segundo o jornal britânico The Guardian. O Kremlin justificou os apagões como necessários para “garantir a segurança” com o conflito com a Ucrânia e afirmou que permanecerão “enquanto medidas adicionais forem necessárias”.
Usuários nas regiões centrais da capital e de São Petersburgo relataram a impossibilidade de carregar sites e aplicativos de entrega, táxi e varejo. Parte dos afetados perdeu completamente o serviço de internet móvel. As interrupções também afetaram ligações telefônicas.
O parlamento russo foi afetado na 5ª feira (12.mar.2026), e deputados reclamaram da falta de redes móveis e Wi-Fi no edifício. O governo afirma que os bloqueios visam a frustrar ataques de drones ucranianos. Desde a invasão da Ucrânia, as restrições se tornaram mais frequentes, incluindo bloqueios a serviços como WhatsApp, Facebook e YouTube, em um esforço maior de controle do espaço online.
Ativistas de direitos humanos dizem que o bloqueio pode estar relacionado a testes de um novo sistema chamado “lista branca”. O mecanismo permitiria acesso apenas a sites aprovados pelo governo e a serviços online essenciais. Autoridades de Moscou declararam anteriormente que a “lista branca” incluiria “todos os recursos necessários para a vida”. Observadores internacionais afirmam que o modelo restringe drasticamente o uso da internet pelos russos.
Diante das interrupções, os russos recorreram a formas mais antigas de comunicação. As vendas de walkie-talkies aumentaram 27%, segundo dados da plataforma de e-commerce russa. Os pagers usados para comunicação com clientes e funcionários tiveram aumento de 73%. A demanda por mapas de papel de Moscou quase triplicou.





