Gerardo Henrique Machado Renault, pai de Ana Paula Renault, foi internado no Hospital Felício Rocho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo informações do portal Leo Dias, o ex-político deu entrada na unidade na última sexta-feira (3).
Em nota ao site, a equipe da jornalista, que está confinada no BBB 26 e é uma das favoritas a vencer o prêmio milionário da edição, informou que Gerardo, de 96 anos, apresentou desidratação nos últimos dias.
“Ele foi internado por causa de uma desidratação, o que acaba sendo normal na idade dele. Ele tem 96 anos, então acabou ficando internado por conta de cuidado mesmo, por conta da idade, mas ele está super estável, está bem”, destacou a nota.
A Itatiaia entrou em contato com a equipe de Ana Paula Renault para atualizações do estado de saúde de Gerardo e aguarda retorno.
Gerardo é filho do securitário e comerciante René Renault e de Maria Aparecida Machado Renault. Ele estudou no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, ambos na capital mineira. Gerardo também é bacharel em em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Na época, ele foi militante do movimento estudantil e participou da fundação da União Colegial de Minas Gerais, além de ter sido secretário do Diretório Central dos Estudantes da UMG e a vice-presidente da União Estadual dos Estudantes e da União Nacional dos Estudantes. Ele também presidiu a Federação Brasileira de Desportos Universitários.
Renault ingressou na vida pública em 1951, ao ser eleito vereador de Belo Horizonte pela União Democrática Nacional (UDN), e reeleito nos pleitos de 1954, 1958 e 1962. Durante esse período, integrou diversas comissões permanentes e especiais da Câmara Municipal e participou de atividades de projeção internacional, como a chefia da delegação brasileira nos Jogos Mundiais Universitários, realizados na Alemanha, em 1952.
Já filiado ao Partido Social Progressista (PSP), Gerardo Renault representou o Brasil em congressos internacionais de municípios realizados em Porto Rico e no Panamá. No mesmo período, integrou o conselho diretor da Associação Mineira de Municípios e a diretoria da Associação Brasileira de Municípios, consolidando sua atuação no campo do municipalismo.
A carreira estadual teve início em novembro de 1966, quando foi eleito deputado estadual por Minas Gerais pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido criado em apoio ao regime militar de 1964. Na época, Renault exerceu mandato como deputado estadual entre 1967 e 1979.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ele foi relator da nova Constituição estadual e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas Gerais, presidiu a Comissão de Redação e integrou comissões estratégicas, como as de Transportes, Comunicações e Obras Públicas, além da Comissão de Assuntos Municipais e Interestaduais.
Reeleito em 1970, Gerardo atuou como vice-líder do partido e do governo de Rondon Pacheco entre 1971 e 1973. No período seguinte, ocupou a segunda vice-presidência da Assembleia Legislativa. Um ano depois, conquistou o terceiro mandato estadual e passou a exercer o cargo de primeiro-secretário da Casa, além de presidir as comissões de Meio Ambiente e de Mineração e Siderurgia.
Ele foi eleito deputado federal em 1978. Entre março do ano seguinte e fevereiro de 1982, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura no governo de Francelino Pereira. Com o fim do bipartidarismo, em 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.
De volta à Câmara dos Deputados, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural. Reeleito deputado federal pelo PDS, teve atuação destacada em momentos decisivos da redemocratização. Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. A proposta, contudo, foi derrotada no Congresso.
No Colégio Eleitoral de 1985, Gerardo Renault apoiou o candidato oficial do regime, Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves. Tancredo, entretanto, não chegou a tomar posse pois em abril daquele ano, o que levou o vice-presidente José Sarney a assumir a Presidência da República.
Renault não concorreu à reeleição em 1986 e deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987. No mesmo ano, foi candidato a vice-governador de Minas Gerais, compondo a chapa encabeçada por Murilo Paulino Badaró.
Advogado com escritório em Belo Horizonte, seguiu atuando na vida institucional do estado. Em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo para o qual foi reconduzido em sucessivos pleitos ao longo das décadas seguintes, incluindo a reeleição em 2015.





