Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio nesta 5ª feira (5.mar.2026), depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Segundo o mapa de voos Flightradar24, o aeroporto de Muscat (Omã), que segue operando normalmente, passou a concentrar voos de repatriação e registrou aumento na atividade. Em 28 de fevereiro houve 86 saídas. Na 4ª feira (4.mar), o número chegou a 145.
A Qatar Airwarys anunciou na 4ª feira (4.mar) voos de apoio a partir desta 5ª feira (5.mar), com saídas de Muscat (Omã) para Londres-Heathrow, Berlim, Copenhague, Madri, Roma e Amsterdã, além de uma operação de Riade para Frankfurt, destinados a retirar passageiros retidos na região.
A British Airways informou que abriu 3 voos de Muscat para Londres, mas todos estão esgotados.
Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 5ª feira (5.mar):
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:





