• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Adoçante que brota do solo: Como a Stevia se tornou a ‘nova soja’ para os produtores

Com alta rentabilidade e demanda global em ascensão, a Stevia surge como alternativa lucrativa para diversificação agrícola em pequenas propriedades.

Com alta rentabilidade e demanda global em ascensão, a Stevia surge como alternativa lucrativa para diversificação agrícola em pequenas propriedades. O mercado global de edulcorantes naturais está passando por uma transformação radical, e o Brasil se posiciona no epicentro dessa mudança. A Stevia, planta nativa da fronteira entre Brasil e Paraguai, deixou de ser um item de nicho em lojas de produtos naturais para se tornar a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores. Com a crescente pressão da Organização Mundial da Saúde (OMS) pela redução do consumo de açúcar e a proibição de adoçantes sintéticos em diversos mercados, a “folha doce” surge como uma alternativa de altíssima rentabilidade por hectare.
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  • O que é a Stevia e como iniciar o plantio de sucesso A Stevia rebaudiana é uma planta herbácea perene pertencente à família Asteraceae, originária das regiões subtropicais da América do Sul. Seu grande trunfo reside nas folhas, que contêm compostos naturais até 300 vezes mais doces que o açúcar comum, porém com zero calorias. Para que a Stevia se torne a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores em termos de produtividade, o plantio deve ser feito preferencialmente através de mudas clonadas, garantindo a uniformidade genética. O solo ideal deve ser arenoso ou franco-arenoso, bem drenado e com pH entre 5,5 e 6,5. O espaçamento recomendado é de 20 a 30 centímetros entre plantas, permitindo uma densidade que favorece a colheita mecanizada ou manual, dependendo do relevo da propriedade. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A ascensão da Stevia como a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores A comparação com a soja não é por acaso. Embora a oleaginosa domine as grandes extensões de terra, a Stevia se tornou a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores devido ao seu alto valor agregado. Enquanto a soja depende de escala para garantir lucro, a Stevia permite que propriedades de 5 a 10 hectares obtenham faturamentos equivalentes a áreas muito maiores de grãos tradicionais. De acordo com dados da International Stevia Council, o mercado global de extratos da planta deve crescer a uma taxa anual composta (CAGR) de 8,2% até 2030. Para o produtor brasileiro, isso representa uma oportunidade de diversificação com garantia de compra pela indústria de alimentos e bebidas, que busca substituir o aspartame e a sucralose por soluções naturais. Rentabilidade e sustentabilidade no campo Um dos grandes diferenciais que faz com que a Stevia se torne a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores é a sua capacidade de rebrota. Uma única plantação pode render colheitas por até cinco anos, reduzindo drasticamente o custo de implantação a longo prazo.
  • Eficiência Hídrica: A cultura exige menos água do que a cana-de-açúcar.
  • Densidade de Lucro: Segundo levantamentos do setor, a margem líquida da Stevia pode ser até 3 vezes superior à do milho em pequenas propriedades irrigadas.
  • Incentivos: Governos estaduais, especialmente no Paraná e Mato Grosso do Sul, têm criado linhas de crédito específicas para o cultivo de plantas medicinais e edulcorantes.
  • Desafios técnicos e o papel da tecnologia Para que a Stevia se consolide como a ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores, o manejo técnico é crucial. A extração dos glicosídeos de esteviol (o componente que adoça) exige plantas com alta carga genética. Recentemente, pesquisas da Embrapa e de institutos internacionais focam no desenvolvimento de variedades que eliminam o retrogosto amargo, principal barreira de consumo no passado. A mecanização da colheita também avançou. Antes estritamente manual, o processo agora conta com colhedoras adaptadas que preservam a integridade das folhas, onde se concentra o valor comercial. O futuro do “Ouro Verde” doce O cenário é otimista. Com gigantes como Coca-Cola e Nestlé reformulando portfólios inteiros, a demanda por matéria-prima de qualidade é constante. Ao transformar a Stevia na ‘nova soja’ para pequenos e médios produtores, o agronegócio brasileiro não apenas exporta uma commodity, mas entrega saúde e tecnologia aplicada ao campo. Escrito por Compre RuralVEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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