Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que a memória RAM disponível no mundo seria mais bem aproveitada em data centers do que em computadores pessoais. A declaração foi feita no podcast Cheeky Pint e relatada pela TechRadar, com referência ao IGN.
Segundo Altman, é “bastante terrível”, do ponto de vista da distribuição global, que cada pessoa mantenha uma quantidade significativa da oferta limitada de DRAM em seu próprio computador. Ele argumentou que PCs raramente usam toda a memória instalada, enquanto os data centers conseguem utilizá-la com mais intensidade.
A avaliação ocorre em meio ao aumento da demanda por memória para estruturas que operam serviços de inteligência artificial. A reportagem relaciona essa pressão a uma escassez global de RAM, que também tem afetado consumidores com preços mais altos para componentes e outros equipamentos.
Reação entre consumidores
Os comentários provocaram críticas em discussões online, especialmente em uma publicação no Reddit. Usuários contestaram a ideia de retirar memória de computadores pessoais para priorizar empresas de tecnologia e também criticaram os impactos ambientais associados aos data centers.
Uma das manifestações citadas pela reportagem afirma que o usuário manteria seus 64 GB de RAM “até que fosse retirada de suas mãos frias e mortas”. Outra crítica acusou executivos do setor de inteligência artificial de transferirem para o público a responsabilidade pelos efeitos de suas próprias decisões.
Analistas ouvidos no material esperam que a oferta de RAM continue limitada por anos. Se essa previsão se confirmar, os preços de produtos voltados ao consumidor podem permanecer pressionados, e a montagem de um computador próprio tende a exigir mais dinheiro na compra dos componentes.

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