• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

2 dos 8 investigados responderam a questionamentos da PF sobre o Master

As defesas dos demais investigados argumentam que ainda não houve acesso às provas colhidas pela PF.

A PF (Polícia Federal) marcou os depoimentos de 8 executivos investigados no possível esquema de fraudes envolvendo o Banco Master para esta 2ª feira (26.jan.2026) e para 3ª feira (27.jan). No entanto, apenas 2 empresários aceitaram responder aos questionamentos da delegada responsável pelo caso.

As defesas dos demais investigados dizem que ainda não houve acesso às provas colhidas pela PF, o que impossibilitaria o exercício da ampla defesa. Os investigadores poderão marcar novas audiências para ouvir os investigados.

QUEM FALOU:

QUEM NÃO FALOU:

Conforme antecipou o Poder360, o 1º depoimento dos investigados no caso Master foi determinado pelo ministro Dias Toffoli para ouvir o dono do Master, Daniel Vorcaro, o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília). 

O depoimento foi prestado dentro do inquérito que apura suspeitas de fraude no processo de compra do Master pelo BRB. Vorcaro chamou as investigações de “campanha contrária, reputacional contra o banco”

Leia o que disse Vorcaro:

Vorcaro afirmou ainda que o banco chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500milhões em operações de crédito, mas reduziu o volume para preservar liquidez após comunicações do Banco Central. Segundo ele, o modelo de negócios passou a depender de forma agressiva da concessão de crédito e do suporte do FGC.

A PF apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrado pelos sócios do Master e fundos de investimento. Desde dezembro, o caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por haver indícios de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro.

A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank representou o maior rombo bancário do país. Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento, cujo banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.

Por: Poder360

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